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Por Patricia Simón · Fotos: Javier Bauluz
Tradução de Janaína Marcoantonio

  • Menos de duas horas. Esse foi o tempo que um grupo de cidadãos asturianos precisou para impedir um despejo desde o momento em que souberam de sua existência.
  • Nas últimas semanas, a Plataforma de Afetados pelas Hipotecas e o 15-M evitaram que mais de 60 famílias perdessem suas casas.

Porta do edifício afetado pelo despejo enquanto a polícia tenta entrar no local (Javier Bauluz / Piraván)

Na manhã de 7 de julho, o movimento 15-M de Gijón havia convocado uma manifestação diante de alguns bancos da cidade para protestar por sua “avareza e responsabilidade na crise em que vivemos”, nas palavras de uma de suas participantes. A essa mesma hora, Ángel T. P. se apresentava nos tribunais da cidade para verificar se a solicitação de adiamento do despejo de sua moradia havia sido aceita. A ordem de despejo era para as 12h30 daquela mesma manhã, de modo que, não tendo encontrado uma resposta, ele foi, com poucas esperanças, pedir ajuda ao posto de informação permanente que o 15-M instalou na praça da Prefeitura. Graças às redes sociais e à coincidência com o protesto que estava ocorrendo naquele mesmo momento, apenas uma hora mais tarde umas 40 pessoas ocupavam as escadas e a porta de entrada de seu edifício para, pela primeira vez em Astúrias, impedir um despejo. Leer más