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Tradução de Mariana Marcoantonio

Operadores de telemarketing da Telefónica fazem manifestação na Argentina. (Foto: Olmovich)

“Neste setor, não é estranho agora que você vá embora um dia de manhã da agência onde trabalha e que no dia seguinte te digam que o serviço será prestado por outra empresa, que sai ainda mais barata para a companhia contratante. Ainda que na teoria seja obrigatório reabsorver grande parte dos funcionários, na prática, em algumas vezes você fica e em outras, não”, me conta uma operadora de telemarketing de 48 anos, mãe de dois filhos. “Há anos, parece que temos que agradecer à Movistar por manter parte de seus serviços na Espanha em vez de realocar todos na Argentina, por exemplo. Lá, a situação é muito pior. Tem gente que ganha um salário bem abaixo dos 400 euros. Eu, há anos, tenho um horário estável e uma jornada de oito horas, mas a tendência agora é ter gente mais jovem trabalhando durante poucas horas por dia. Deve ser mais fácil contentá-los”. Leer más